Hoje, meu escrever é insone.
Hoje, ele é mortalmente relevante.
Ele não traz ingredientes, traz a unidade.
Se um dia ele foi fragmento, hoje já não mais o é.
Ele quer entregar a quem o lê todo o teu elã vital.
Queres de mim uma explicação?
Eu não a tenho. Meu texto nessas horas é apenas uma psicografia.
E eu, caro leitor, sou o mecanismo que faz a transposição pura do meu escrito,
para esse rústico papel.
O que meu escrito tem a lhe dizer? Veja!
“Bom dia (tarde,noite), aos seres que interpretam a mim. Pelas mãos
deste inocente escritor, que tomei de pronto para entregar ao mundo as
minhas verdades.
ser que me interpreta, não faz idéia do quão útil sou a
teus caprichos, as tuas virtudes.
vejo-o as vezes passar por mim – com os teus olhos – e ver-me apenas imageticamente.
Que levas, tu de mim, apenas pondo os olhos sobre mim. Deves me degustar,
como fazia como fazia Baco em suas orgias. Baco em suas orgias captava
apenas os devir alcoólico ao passo que tu tens em mim, a chave para ti.
Se não me faço compreender, explico-me melhor.
Ser interpretante, já reparaste que quando afugentas teus olhos
em mim, dou a eles um brilho especial.
Assim o é, caríssimo. Esse brilho é uma pequena parte do que vai
formar o mecanismo de desvelamento do mundo.
Ou seja, se queres a compreensão do todo terás indubitavelmente que dar-me,
teu entendimento. Para que eu o molde com a perfeição dos traços do mundo
como um todo, melhor dizendo, como ele o é em sua plenitude.”
Com os cumprimentos deste “inominado” escrito.
________________________
- Uma incógnita?
- A humanidade (o homem).
- Um mito?
- A liberdade.
- Uma justiça viável?
- A dos Epicuristas.
- Um medo?
- O de se prender ao passado, futuro e principalmente à morte.
- Uma saída viável para ela? À morte?
- Se imaginar, após a morte, como um fragmento do cosmo (Visão estoicista). Risos.
Ainda não tenho uma opinião formada a respeito do assunto.
- Uma guerra?
- Não a guerra, mas a beleza dela. A guerra de Tróia.
- Uma beleza da guerra?
- Compare àquela (guerra de Tróia) com esta – a segunda guerra mundial, – há alguma
beleza nesta, excetuando a arquitetura em ruínas!?
- As ruínas ou o caos?
- O caos.
- O Caos?
- É nele que temos – se é que há, – um ordenamento do cosmo.
- Quem ordena o todo?
