-Ele viveu, curtiu, desposou, desnudou, escandolizou e dominou o Olimpo, seu nome era Zeus;
-Ele surfava sem prancha – me refiro as essas convencioinais que hoje temos -, e em tempo livre produzia tremores pelo mundo afora, para variar é claro, pense caro leitor surfar a vida inteira -óh! que infindavél prolixismo-, me refiro aqui a Poseidon;
-Ele poderia ser o Don Ruan atualmente -com mil e uma referências de seus prodigios e seduções-, poderia acender o fogo que Camões se referiu em seu poema “Amor é fogo que arde sem se ver”, porém com grande pesar ele lhe diria, “Sou apenas um forjador de armas que usa o fogo para moldar os desejos de Zeus, e suprir a falta de um guerreiro na Batalha de Tróia, com grande pesar queridas leitoras lhes apresento Hefesto;
-Ele sem dúvida acompanharia voce à uma “balada” -utilizaria aqui o termo festa, porém creio que seja um tanto anacrônico-, dancaria as mais belas músicas que houvesse no evento, beberia toda sorte vinho que lhe fosse oferecida e finalizaria a noite muito bem acompanhado de uma linda dama -duas ou mais talvez- prometendo-lhe (s) uma noite dos Deuses -noite dos Deuses? Afinal aqui não cabe somente Deuses e seja esse um Deus, Semideus ou humano ainda não nos foi aprensentado! peço-lhe calma leitor, pois voce esta diante de um dos Deuses que mais me apraz, Dioniso.
“Ah! Dioniso, Deusinho sacana!” diria os mais arrojados e ludibriados pelo prazer, mas como não estamos aquém desses prossigamos;
-Este provavelmente, salvo se voce caro leitor, depositasse nele toda a sua confiança e acreditasse piamente em suas palavras, o teria como inimigo na primeira oportunidade que o desse para que ele viesse conhecer as suas parceiras sexuais -para não cair na velhice utilizei este termo ao invés do ja antigo termo namorada, que afinal anda um pouco deturpado e em desuso- a menos que voce tenha tendencia aceitar a poligamia – e pelo ódio desse Deus lhe apoiaria
e com razão afinal não é todo dia que voce materializa na figura de um grande amigo “um Deus grego” e voce me perguntaria a titulo de curiosidade se este Deus não seria o maior expoente da perfeição? e sem titubear lhe diria que voce estaria na mesma linha de pensamento que eu, voce se escandalizaria pois julgaria certo como tal que eu me refiro aqui a Apolo, parabéns leitor! Se chegastes ate aqui acompanhando meu estilo dubio de escrever provastes por A + B que és profundo conhecedor da mitologia grega, mas ainda não terminei o meu dossiê a respeito dos Deuses gregos,  portanto prossigamos;
Com isto posto caro leitor, quero lhe dizer que ainda não nos despojamos dos mitos antigos e não preciso ir muito longe para lhe mostrar o quão ligados a isto nós estamos, veja o que lhe acompanha à todos lugares e que voce provavelmente jamais se permite o ve-lo em desuso -desligado, para esclarecer melhor personifico aqui a figura de Hermes o mensageiro do olimpico e se voce ainda não fez a “Maiêutica” da compreensão -ou não intendeu “lhufas”- do quero lhe dizer eu elucido a tua memória para que possa me intender, O celular meu caro amigo! hoje em dia não nos lançamos a grandes viagens como ocorreu em “A ilíada” e “Odisséia” de Homero, em prol do próximo ou com a finalidade de entregarmos alguma mensagem a alguém, Não caro leitor hoje nos usufruimos de serviços “ultra-mega-blaster-FASTS”, mais um jargão americano a ser adaptado a nossa pobre e esquecida língua, consideramos corriqueiro o fato de termos que empreender viagens gigantescas -nem tão gigantescas assim as vezes é o nosso proprio vizinho, amigos e etc-, para darmos ciência a ele de determinado fato e de pronto acionamos os serviços de Hermes – O celular. Vivemos em uma velocidade implacavél para a extinção da Deusa Afrodite, Deusa do amor, esquecemos o “Amor Fati” de Nietzsche, “esperar menos, amar um pouco mais”.
O que estamos fazendo agora é uma mera inversão dos valores deixados pelos Deuses -para quem acreditar neles é claro-, e creia-me leitor eles ainda sondam e guiam as nossas vida e no fundo se lastimam em ver o quão preguiçosos nos tornamos e quão grande é o nosso apego a eles, aqueles sem dúvida sentem todo o fardo deixados por estes, pois convencionamos que tudo o que pode cheirar a algo metafísico – meta= alem-, não deve ser incumbidos a nós e sim a Deuses, que vivem na transcendencia e gargalham de prazer quando enxerga em nós toda espécie de despojo da realidade.

Att. Gleyson Dias
Quatro Abril de 2010,
“Hoje faz frio na serra, mas meu coração se deleita no divã da vida e não sente a pena que  é imposta a essa mera ilusão que na qual eu denomino, meu corpo físico” Inventado por min.