Pensamento Avulso

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Quem diria
que de uma promessa fria,
que fazendo um concurso
eu conheceria a alegria.

Foi me escondendo,
que aos poucos fui percebendo
que no intimo do meu ser,
eu ja estava renascendo.

Me vi sem pudor
encarando com o horror
a mais pseudo forma
de um indigesto antigo amor.

Sai da minha tenda
esqueci a velha lenda
e vim aqui pra fora
para conhecer, uma doce prenda.

Vivo longe do hiato
agora, aqui com ela eu me trato.
Corri mormente pelo pasto
E me vi encontrando a mais bela flor do mato.

Trago a baila a minha sina,
caminhar construindo doce rima
quero aquela moça,
com os traços de uma doce menina.

Me pego mormente
fora de controle do que se sente,
caminhando ao lado da lua, e esperando
o calor que advem da tua mente

Estar com ela é não ter embarasse
contar ao lado dela, cada noite que passe
e me pegar pensando
como é inesplicavel poder tocar a sua face.

|Fim|

Aquela pequena flor
que dentre muitas outras
me atraiu para perto de si.
Não sei como definir
como é o ato que leva, por um
pequeno lapso de tempo, duas
pessoas a trocarem entre si,
essa carga de emoções. O fato
é que temos, ou comigo ocorre,
de estar o tempo todo se apaixonando.
Seja pela vida, por um bom livro ou
por uma doce mulher que em toda a sua
magnitude refulgia em si, o antidoto
para o mal de apaixonar-se ao extremo.
Há os que escolhem não se apaixonar,
com isso apenas existem, também pudera.
Privar-se de não enchergar que nos
livros, na vida, em uma doce mulher
exista a resposta para uma vida
inimaginavel. Como deve ser para o
ser humano não ter aquém entregar
o teu coração, simplesmente terrivel.
O vazio do coração humano, supera em
extensão, até mesmo o “buraco negro”
da via lactea. Acho até mesmo que o
supracitado buraco seja apenas uma
miniatura do vazio do coração.
Sabendo eu que posso preencher esse
vazio estando ao lado dela, não posso
eu me abster do ato de achegar-se a ela.

Estes singelos escritos é dedicado a ela, ela que provoca em mim o indizivél.
Humildemente, este quem vos oferece através da caneta a direção dos pensamentos desconexos.

Ter amigos…

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Quantas vezes ja houve em tua vida, que tu se questiona-se no tocante a amigos. Digo amigos sem os estigmas pejorativos, falho-lhe aqui de

pessoas que não somente voce os encontra em meios academicos, em sua labuta diaria ou em locais que na qual voce frequenta esporadicamente e/ou corriqueiramente, não, certamente não falo desses, falo-lhe aqui de alguem que por vezes é teu ouvido e que em sendo tal parte do teu corpo traduz para ti e a tua alma os mals agouros que voce enfrenta em dias terriveis.

Se ainda não fez tal exame de tua consciencia, faça-o, e se ja o fez e mesmo assim continua a se martirizar por não ter encontrado a quem confiar converse comigo, pois eu tenho alguém que certamente lhe servirá como amigo. Pode parecer utópico eu lhe oferecer alguem e que este alguem venha em forma de cura universal a todas as pessoas, mas creio que haja ainda no mundo tais pessoas, de minha parte tenho muita sorte de ter cruzado com este peregrino, que anda por ai, pelo mundo afora, a oferecer sorrisos sem pedir algo por isso. Tú duvidas?, ah desatino, não devias, creia-me que estas pessoas existem, basta somente que voce abra bem olhos e enxergue por ai, nas sarjetas, em mesas de bares, em locais onde reina a pompa do capital- universidades, danceterias e etc, muitas etc, e diga-se de passagem foi em um destes locais que eu conheci tal samaritano, um “grande amigo” assim o chamo, creio que seja demasiado pequeno perante tal pessoa, mais é o maximo que a nossa linguagem (i)limitada pode conceber.

Creio que não seja necessario que traçemos aqui uma breve historia da etimologia de tal palavra -a amizade-, basta que voce o saiba, que em ti ha um mecanismo capaz de produzi-la, desconstrui-la e reedifica-la.Também é necessario dizer que estes tres mecanismos carregam pecualiridades adversas entre si, aquela so é estimulada por ti pois para a produção de uma boa amizade so depende de ti, da crença de que ha por acontecer o momento oportuno para conhecer um grande amigo,essa depende somente de ti -a desconstrução- ou da reciprocidade mal utilizada nas amizades em que voce constroi, não é somente zelar e viver a derrapar com o outro amigo e se amparar na maior das frivolidades, qual seja, A desculpa sem medidas, crendo assim que outro sempre estara contente em lhe perdoar, agora esta só depende do outro, ao menos comigo foi assim, pois quando ansiamos por perseguir novos caminhos ou quando estamos a caminhar ciclicamente pelos velhos e tortuosos caminhos e começamos a perceber a que a dita luz no fim do tunel ja se apagaou, ai é hora de voce reacender em voce a luz que lhe falta, para dar o proximo passo, e quando voce se acha incapaz de faze-lo deves chamar um grande amigo, se ele o for, ele certamente o virá. Não sera preciso que voce esboçe a ele tudo aquilo lhe tira o sono, os grandes amigos carrega em si uma perçepção aguçada, voce vera em poucos minutos -e se estiver disposto ver-, que ele esta a acender dentro de ti aquela pequena fagulha de luz, que lhe faltava para dar o proximo passo.

É por essas outras tantas é que eu defendo a existencia desses “grandes amigos”, voce certamente o tem só lhe falta abrir o coração. E sem aquela de cometer contra si mesmo a pérfida atrocidade de se prender em seu sexo e sua virilidade afirmando que não existe e jamais existira um bom amigo se mesmo não for o oposto de tua sexualidade, não, não cometa tal equivoco. Digo-lhe, tenho um grande amigo e este se assemelha a quase tudo em mim e inclusive no sexo, amizade é um ato transcendente, vai além da simples fisica do corpos, da simples fisica estrutural dos sexos, não se prenda na dureza de seu eu e nos padrões ditatoriais que por ai se propaga do bom e aprazivel amigo. Seria um infortunio ver a tua luz apagada por uma simples e cretina descrença, a de que é impossivel se ter grandes amigos neste mundo, mesmo que por vezes a nossa atualidade prega a volatilidade das amizades, use e sei que isto tem ha ti, a ousadia que lhe é nato para descobrir um grande amigo, para descobrir que se tal amizade não é duradoura é porque nem deve ser chamada como tal, use tambem a tua ousadia para abraçar mais as pessoas que lhe fazem bem, use o dinheiro para dar todos os dias se possivel aquele pessoa que sempre lhe ouve mesmo em assuntos remotos e corriqueiros do dia-a-dia, não precisa lhe oferecer depois um bom café aquele caro Cabernet, não, deixe disso, ofereça-lhe algo valioso em tom sentimental e barato em tom capital, de-lhe um Alfajór, ele certamente não pedira mais em troca, talvez nem aceite o teu humilde presente, mas ele certamente virá e estara disposto a ouvir o que lhe tira o sono.

A existençia de quem defendo aqui e que ate agora não lhes revelei, tem motivo e o motivo ja não cabe mais em mim, tenho de lhes dizer que a pureza e a sinceridade de nossa amizade só pode ser compreendida por nós mesmos -para que voce não cometa o equivoco de vir me perguntar como é que temos tamanha amizade, não sei ela simplesmente aconteceu-, a brancura, se é que no reino da amizade termos os olhos para enchergar tal cor, é a que a mais pode se assemelhar a impecabilidade que ha em te-lo como amigo, se o pecada existe e se este é patente somente dos homens digo-lhe a quem me lê, este pecado nunca entrara no santuário em que construimos juntos com a nossa fiel e impertubavél AMIZADE.

Deste que escreve a voce leitor que me lê, um grande abraço a um “Grande Amigo”. Carlos Cley.

“Indubitavelmente, o amor é uma boa coisa, à sua maneira, mas a amizade vale mais. Asseguro-lhe que não conheço no mundo nada mais nobre ou mais raro do que uma amizade dedicada.” Trecho do conto Amigo dedicado – Oscar Wilde

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